Encontro aconteceu no Salão Nobre da Reitoria
A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PREXC) apresentou à Reitoria da Universidade Federal do Piauí (UFPI), na manhã da quinta-feira (17), em reunião no Salão Nobre, duas iniciativas voltadas ao fortalecimento das políticas de cultura, patrimônio e leitura na instituição: a criação da Rede de Museus, Acervos e Patrimônio da UFPI (REMAP-UFPI) e o Projeto PassaLivro UFPI.
As propostas integram ações relacionadas ao Plano de Cultura da UFPI, recentemente aprovado, e têm como objetivo ampliar a articulação entre os espaços culturais e de memória da Instituição, fortalecer a preservação e a difusão do patrimônio universitário e democratizar o acesso à leitura. Durante o encontro, a Reitoria manifestou apoio às iniciativas.
Reitora Nadir Nogueira
Para a reitora Nadir Nogueira, a Rede de Museus fortalece as ações de cultura da Universidade e amplia sua capacidade de participação em editais de fomento. “Há uma ideia interessante de, a partir dessa rede, também criarmos um tour dentro da Universidade. Nós já temos alunos das redes estadual e municipal que frequentam nossos museus e o Herbário. Então, a ideia é institucionalizar uma rota, um tour dentro da Universidade, para que possamos dar maior visibilidade àquilo que temos, ao que produzimos e ao que preservamos, que são patrimônios extremamente importantes para o Estado do Piauí, para o Nordeste e para o Brasil”, pontuou.
Pró-reitora da PREXC, Waleska Albuquerque
A pró-reitora de Extensão e Cultura, Waleska Ferreira de Albuquerque, destacou que a criação da REMAP-UFPI está alinhada ao primeiro eixo do Plano de Cultura e pretende fortalecer a atuação conjunta dos diferentes espaços da Universidade.
“Inicialmente, aprovamos o Plano de Cultura e a formação dessa rede, que vem ao encontro do eixo 1 do Plano de Cultura. O objetivo é criar uma rede de museus e acervos dentro da nossa instituição para, assim, termos mais força e condições de concorrer a editais e, também internamente, criarmos um coletivo para trabalhar em torno dos acervos”, explicou.
REMAP-UFPI articula espaços de memória, ciência e cultura
A Rede de Museus, Acervos e Patrimônio da UFPI (REMAP-UFPI) foi proposta pela PREXC com o objetivo de integrar diferentes espaços de memória, ciência e cultura da Universidade e contribuir para a construção de uma política institucional de preservação, gestão e ampliação do acesso ao patrimônio.
A Rede poderá reunir museus, arquivos, centros de documentação, herbários, bibliotecas e coleções científicas, artísticas e didáticas dos diferentes campi. Entre os espaços que poderão integrar a iniciativa estão o Museu de Arqueologia e Paleontologia, o Sítio Arqueológico Ininga, o NUPEM, o Museu de Anatomia Humana, o Planetário, o Herbário e as bibliotecas da Universidade.
A proposta prevê o mapeamento e diagnóstico dos acervos, estratégias de conservação e digitalização, a criação de uma plataforma integrada, a organização de circuitos e rotas culturais, a formação de estudantes e servidores e a elaboração conjunta de projetos para captação de recursos.
Professor Pedro Vilarinho
Para o professor Pedro Vilarinho Castelo Branco, do Departamento de História do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL/UFPI), a integração poderá ampliar a capacidade de captação de recursos e contribuir para a qualificação dos museus e núcleos da Universidade.
“Eu acho que a rede vai nos favorecer, facilitar tanto para o NUPEM como para outros núcleos e museus na captação de recursos, para melhorar e qualificar os museus e os núcleos, e aí a gente poder prestar um serviço ainda melhor à comunidade”, destacou.
Segundo o docente, a iniciativa também poderá aproximar a Universidade da sociedade, ampliando a circulação de pessoas pelos espaços da Instituição e levando ações e serviços para além dos campi.
Professor Vinícius Melquíades
Já o professor Vinícius Melquíades dos Santos, diretor do Museu de Arqueologia e Paleontologia (MAP/UFPI), ressaltou que a atuação integrada pode contribuir para diferentes etapas do trabalho desenvolvido pelos espaços de memória e cultura.
“Desde a salvaguarda até a extroversão, a gente ganha em todos os processos, porque começa a ter mais pessoas envolvidas em todas essas etapas”, explicou.
O docente também destacou que a atuação em rede poderá ampliar as possibilidades de treinamento, divulgação e captação de recursos, respeitando os campos de atuação e as características de cada espaço.
Entre as ações previstas está o programa “Circuitos de Memória e Ciência na UFPI”, que deverá promover atividades educativas e visitas de escolas públicas. A iniciativa busca ampliar o acesso da sociedade ao patrimônio científico, histórico e cultural da Universidade, inclusive com o uso de recursos digitais.
PassaLivro UFPI amplia acesso à leitura
Outra iniciativa apresentada pela PREXC foi o Projeto PassaLivro UFPI, que propõe a criação de uma rede permanente de leitura e compartilhamento gratuito de livros nas nove unidades bibliotecárias da Universidade. A Biblioteca Comunitária Jornalista Carlos Castello Branco funcionará como sede e unidade coordenadora da iniciativa, em articulação com a PREXC e as demais bibliotecas.
O projeto será aberto à comunidade universitária e ao público externo. A proposta prevê a instalação de Estações PassaLivro, abastecidas principalmente por doações, nas quais as pessoas poderão escolher obras para ler no local ou levar para casa, sem necessidade de cadastro, empréstimo convencional, prazo de devolução ou pagamento de multa.
Além da circulação gratuita de livros, o projeto prevê campanhas de arrecadação e ações de incentivo à leitura, como clubes de leitura, rodas de conversa, encontros literários e outras atividades de mediação cultural. A iniciativa pretende ampliar a atuação das bibliotecas como espaços de cultura, convivência e acesso ao conhecimento.
Sobre a proposta do PassaLivro, a reitora Nadir Nogueira destacou que a iniciativa busca ampliar o acesso à leitura para pessoas que não integram a comunidade universitária e, portanto, não têm acesso ao SIGAA, sistema utilizado para o empréstimo de livros na Universidade. A proposta, segundo ela, é criar estratégias para difundir a leitura para além dos espaços da UFPI.
“O que surgiu da nossa parte foi a ideia de criarmos um aplicativo em que a pessoa que pegar o livro possa cadastrar seu nome, seu endereço, qual é a obra literária e, eventualmente, o que a motivou a buscar aquela obra. A partir disso, quando ela passar o livro adiante, que é a ideia, poderá cadastrar a outra pessoa. Com isso, vamos ter um mapeamento de por onde esse livro andou, por onde transitou e quais territórios estamos alcançando com essa proposta, com esse projeto”, explicou.
A reitora acrescentou que a iniciativa também poderá contribuir para ampliar a participação da Universidade em editais e programas de fomento. “Com isso, a gente atende a um único item que faltava para que possamos participar junto ao Ministério da Cultura, por exemplo, e a outros órgãos de fomento, como CNPq e CAPES, para que possamos melhorar nossa infraestrutura e nossos acervos”, acrescentou.
Professor Rigoberto Veloso
O professor Rigoberto Veloso de Carvalho, diretor da Biblioteca Comunitária Jornalista Carlos Castello Branco, explicou que a implementação ocorrerá a partir da formação do acervo destinado ao projeto.
“A implementação vai acontecer à medida que nós formarmos um acervo, que será doado por parcerias com instituições ou pela própria comunidade. A partir da formação desse acervo, nós já vamos lançar o serviço do PassaLivro. As expectativas são muito boas. Acreditamos que o projeto vai dar muito certo, porque iremos atender uma outra parcela: além da comunidade universitária, vamos atender também a comunidade externa”, afirmou.
Professora Danielle Araújo
A coordenadora de Cultura e Cidadania da PREXC, Francisca Danielle Araújo de Souza, destacou que a REMAP-UFPI e o PassaLivro estão articulados ao primeiro eixo do Plano de Cultura da Universidade.
“Estamos articulando essa parte de patrimônio, memória, material e imaterial. Os dois projetos vêm nesse sentido, para a gente fortalecer a instituição e todos os projetos que lidam com museus, acervos e patrimônio da UFPI. Entendemos que, juntos, temos mais força institucionalmente para muitas coisas: estrutura, fomento, formação e divulgação de todos os trabalhos, respeitando a individualidade e as características de cada área”, ressaltou.
Para a docente, tanto a Rede de Museus, Acervos e Patrimônio quanto o PassaLivro representam iniciativas que aproximam a Universidade da sociedade.
“São dois projetos que a UFPI e a sociedade só têm a ganhar”, concluiu.
Participaram da reunião a reitora Nadir do Nascimento Nogueira; a pró-reitora de Extensão e Cultura, Waleska Ferreira de Albuquerque; a coordenadora de Cultura e Cidadania, Francisca Danielle Araújo de Souza; o diretor da Biblioteca Comunitária Jornalista Carlos Castello Branco (BCCB/UFPI), Rigoberto Veloso de Carvalho; o coordenador do Núcleo de Pesquisa em História e Memória (NUPEM/UFPI), Pedro Vilarinho Castelo Branco; a subcoordenadora do NUPEM, Talyta Marjorie Lira Sousa; e o diretor do Museu de Arqueologia e Paleontologia (MAP/UFPI), Vinicius Melquíades dos Santos.